Lily Farias
Tubarão
Apenas 10% do plano diretor de Tubarão foi revisto. As duas últimas reuniões, no fim de novembro e começo de dezembro, foram restritas aos vereadores e a poucos empresários, e não se chegou a um denominador comum. Motivo suficiente para fazer com que o ex-presidente da casa, João Batista de Andrade (PSDB), batesse o martelo e deixasse a decisão de aprovar o plano norteador da cidade para os novos legisladores.
O último encontro deveria ser para discutir um dos pontos mais polêmicos do plano: o zoneamento do uso e ocupação do solo urbano. Agora, o presidente Evandro Almeida (PMDB) pretende realizar uma audiência pública para que mais cidadãos participem. Ele espera contar principalmente com a participação dos empresários, que irão contribuir bastante, já que há uma grande discussão no setor da construção civil.
Os empreendedores alegam que há discrepâncias em alguns pontos do documento que comprometerão o desenvolvimento da cidade. E defendem que a prefeitura deve manter a lei que o município tem hoje e fazer apenas adequações.
Para os representantes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) no sul catarinense, existem muitos outros itens da nova lei que precisam ser modificados. “Concordo que o ideal seria adaptar o que temos hoje”, analisa Evandro.
Como a maior parte do atual grupo de vereadores nunca foi eleito para mandato eletivo, é bem possível que a cidade passe a contar com um Plano Diretor somente em 2014, pois o grupo precisará rever todo o extenso documento.

